"Uma homenagem em forma de música pra um amigo que segue trançando raízes para que nossa cultura permaneça cada vez mais firme."
Gilnei Baruio Silva
Outubro de 2013
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Xico das Cordas
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Guasqueiro:
O Guasqueiro é o artesão que usa o couro cru como principal matéria-prima de seus trabalhos. O termo tem origem na palavra “guasca”, que significa pedaço ou tira de couro não curtido, sendo o profissional, aquele que faz trançados exclusivamente com este material.
terça-feira, 22 de outubro de 2013
quarta-feira, 16 de outubro de 2013
Em novo momento, projeto Gaucheria apresenta diversas novidades.
O Gaucheria, projeto que busca valorizar a arte gaúcha oferecendo produtos assinados por artistas do estado, está apresentando uma série de novidades ao seu público. A primeira delas é o site totalmente reformulado, que proporciona uma navegação mais fácil e uma compra ainda mais segura. Além disso, a loja ganha uma extensão no Facebook, que permite ao público explorar os artigos e fazer compras sem sair da rede social.
Novidades mais profundas também marcam este novo momento do Gaucheria. Buscando oferecer produtos impecáveis, a plataforma conta com novos fornecedores e parceiros. Em meio a todas as novas notícias, está também o lançamento de uma linha de cadernetas, que amplia o portfólio do projeto.
O Gaucheria foi lançado em 2013 e tem um objetivo bem maior e mais nobre do que ser uma simples loja virtual. O Gaucheria é uma grife cultural que tem a missão de incentivar, valorizar e dar visibilidade a artistas gaúchos que precisam e merecem uma oportunidade para difundir seu trabalho.
Atualmente, mesmo com tantas facilidades tecnológicas para este fim, centenas de talentosos artistas acabam não tendo uma chance de expor suas obras, de popularizar seu trabalho e construir um nome na cena cultural do estado. O Gaucheria nasceu desta demanda.
O público alvo dos artigos do Gaucheria são adultos de 18 a 30 anos, com uma mente aberta e ávidos por cultura de qualidade. O projeto busca uma relação com quem se conecta ao mundo e tem um olhar sem fronteiras, mas que, ao mesmo tempo, possui raízes no Rio Grande do sul e cultiva seus laços de afeto com a cultura regional.
O artista que se interessar em ter sua obra replicada nos produtos Gaucheria pode entrar em contato pelo site.
www.gaucheria.com
Redes sociais Gaucheria
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Twitter: www.twitter.com/gaucheria
Pinterest: www.pinterest.com/gaucheria
Instagram: www.instagram.com/GaucheriaArteCrioula
Vimeo: vimeo.com/gaucheria
YouTube: www.youtube.com/GaucheriaArteCrioula às 04:28 Marcadores: Artes Plásticas, Bolicho, Camisetas, Gaucheria 0 comentários
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
Fazendo o cabe de uma faca.
Vejam este vídeo e conhaçam um pouco mais sobre essa arte bem gaúcha.
às
10:31
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domingo, 2 de maio de 2010
Xico no Centro de Novo Hamburgo
Bueno, gauchada.
Agora ficou mais fácil de encontrar o Xico Das Cordas. Ele está expondo seus trabalhos todas as quintas e sextas-feiras na Praça 20 de Setembro, bem no centro de Novo Hamburgo, é só passar por la matear com o home e conhecer melhor o trabalho desse guasqueiro. às 19:12 0 comentários
Agora ficou mais fácil de encontrar o Xico Das Cordas. Ele está expondo seus trabalhos todas as quintas e sextas-feiras na Praça 20 de Setembro, bem no centro de Novo Hamburgo, é só passar por la matear com o home e conhecer melhor o trabalho desse guasqueiro. às 19:12 0 comentários
domingo, 28 de fevereiro de 2010
Trabalhos do guasqueiro Xico das Cordas
Estava faltando alguns trabalhosdo Xico aqui no ranchito virtual. Por isso seguem os retratos sacados estes dias.


Bainhas personalizadas para o proprietário da Cabanha do Compasso.

Bainha personalizada para o Baruio (www.baruio.com).





domingo, 24 de janeiro de 2010
Tirando tento e desquinando
Mais dos vídeos que retratam um pouco mais do trabalho de um guasqueiro.
às
18:11
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Tirando tentos:
Desquinando:
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
Falando em doma racional
Bueno, o assinto aqui é guasqueria, mas tudo o que envolve o gauchismo é bem vindo, claro. Até mesmo pelo fato de que é no campo, nas gauchadas, nos cavalos e tal que usamos os trabalhos feitos pelos guasqueiros aqui no estado. Sendo assim disponibilizo para a gauchada um vídeo que achei interessante sobre a doma racional. Dêem uma olhada:
Fonte: www.youtube.com/user/cpactts
às
06:49
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segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
Lidando - Cabo de faca/cabo de cuchillo.
Guasqueiro retovando o cabo de uma faca.
Guasquero tejiendo un cabo de cuchillo.
Fonte: www.youtube.com/elvallisto
às
18:16
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segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
Paulo Romero - Cuchillero
Sugestão de nossos visitantes
Bueno, atendendo uma sugestão do parceiro Marcos Lino, visitante do Blog, colocamos a letra da música do Mano Lima, no qual também "se declara" Guasqueiro e domador.
Guasqueiro e Domador
Toldei um bagual ruano que mal pisava o capim
Pingo de saltar esmagando se a volta viesse pra mim
Troteava as chilenas, bufando e bem arreglado
Fui visitar uma morena, que conheci no povoado
Eu que vivo domando e lidando com corda forte
Sou guasqueiro e domador e pra o amor tenho sorte
Boleei a perna no rancho e ele estava na janela
Frouxei o bocal do ruano, atei e fui lá vê ela
Ela foi lá na cozinha e trouxe um mate bem cuiudo
Eu olhava aquelas mãozinhas e apertava com cuia a tudo
E ali tivemos mateando pensando em que conversar
Disse ele tá sentando o teu bagual vai escapar
Só que rebente o pescoço, mas a cabeça é de ficar
Vira o mate e aquenta a água que tá querendo esfriar
Corda que eu faço menina, não é com lonca de sapo
Potro que eu pego se amansa, senão a golpe lhe mato
Agora o ruano tá manso, já dei a segunda sova
Já trouxe a china pra o rancho, morar na querência nova
Nas madrugadas charruas levanto devagarinho
Fica que é uma tatua, aninhada no meu ranchinho
domingo, 3 de janeiro de 2010
Guasquero Valentin Lescano
Fonte: Campo en Accion
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
Pátria Guasca - payada
Dom Arabí Rodrigues - www.arabi-rodrigues.blogspot.com
Homenagem ao Xico Das Cordas (Hercules Rodrigues)
Meus Irmãos das sesmarias
da pátria pampa, querência
permitam quando a consciência,
se levanta à luz do dia,
pra demonstrar alegria
ao reencontrar um parceiro,
talentoso, tarimbeiro,
destes do garrão torcido
agora mui conhecido
pelo tal: XICO guasqueiro...
Não faz muito, este campeiro,
trançador, por dom inato,
vendia o próprio retrato
num balcão, de bolicheiro.
Mas o destino, um luzeiro,
que Deus entrega pra gente
volteou de vez o vivente,
pra verdadeira missão:
de trançar cordas a mão
pra palanquear o pressente.
A tua presença, ausente,
me fez pensar no passado,
quando de ombro calçado,
mundo novo a nossa frente,
transbordando de contente,
desquinava alguma idéia
à frete duma platéia
que lotava o coração.
Te vi trançando emoção,
no Teatro da Assembléia.
Ali, revi “Dulcinéia”,
Don Quixote de la Mancha,
e Servantes abrindo cancha
ao largo da tua estréia.
Enquanto eu, da epopéia
de Vitor Mateus Texeira,
cruzava o tempo, a fronteira,
de tudo que aqui existe.
Só pra ser o canto triste
da querência, à Pátria inteira...
Por fim um mate cevado,
erva buena da Palmeira,
logo depois que boiera,
desponta no céu dourado,
trazendo o sol cabresteado,
num sovéu de cinchar touro,
não precisa de cachorro,
sendo XICO guasqueiro,
vem a trote pro potreiro,
pra “modi” manter o couro
NH. casa do rio, Natal de 2009
Entendendo melhor um Guasqueiro.
Carnal: Lado do couro que está pegado à carne do animal.
Guasca: Tira, correia, corda de couro cru, isto é, não curtido. Denominação dada aos rio-grandenses pelos filhos de outros Estados, pelo fato de, em vista da predominância da industria pastoril e da carência de outros materiais, haver sido generalizada o emprego do couro cru para as mais diversas finalidades. Essa designação, a princípio, teve significado pejorativo, sendo hoje perfeitamente aceita pelos rio-grandenses que dela se orgulham.
Lonca: Denominação dada a parte do couro do cavalar ou muar, tirada dos flancos, da região que vai da base do pescoço até às nádegas. A lonca não é curtida. É utilizada para fazer tentos ou para retovos. para pelar a lonca se usa faca ou cavadeira de pau, após curtimento com cinza. (A palavra é de origem platina, lonja, que significa couro descarnado, com pelo ou sem ele).
Lonquear: Preparar o couro, em geral do cavalar ou muar, limpando-o e raspando-lhe os pêlos, afim de utilizá-lo depois para feitura de tentos, tranças, costuras e retovos. Courear, no sentido de tirar o couro do animal morto no campo, de peste, magreza ou desastre.
Preparos: Aperos, arreios. Peças que formam o arreamento do animal de montaria, de tração ou de carga. Os aparelhos de cois das carretas de bois.
Sovador: Pedaço de pau, com mais ou menos dois palmos de comprimento e uma ou duas polegadas de diâmetro, fendido longitudinalmente até dois terços do seu tamanho, utilizado para amaciar guascas de couro. O mesmo que mordaça.
Tento: Tura fina de lonca que é empregada para costurar couro, para fazer botões e passadores, para atar alguma coisa, e para muitos outros fins. Tira de couro cru utilizada para a feitura de laçõs, sovéis tamboneiros, relhos, qualquer aparelho trançado e inúmeros outros usos.
Fonte: Dicionário de Regionalismos do Rio Grande do Sul. Zeno Cardoso Nunes e Rui Cardoso Nunes - Martins Livreiro
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
Breve histórico do Guasqueiro
A origem deste ofício remonta ao período de colonização espanhola e portuguesa na América do Sul, quando o “gaúcho histórico” começava a desbravar os campos do Rio Grande do Sul e dos países do Prata, caçando o gado selvagem abandonado pelos jesuítas espanhóis. Nesta época, surgia, então, o trabalho do guasqueiro, que era o de fabricar artigos de couro para montaria. Os cavaleiros aproveitavam o tempo livre em dias de chuva e em períodos de ócio entre as guerras para desenvolver complexos trançados de couro, destinados não somente para deter e guiar a sua montaria, mas também para embelezá-la.

Com a divisão dos campos em estâncias, o gaúcho tornou-se peão de campo e a atividade de guasqueiro manteve-se viva no cotidiano. Alguns passaram a se dedicar exclusivamente à profissão e a fabricar os aperos. Atualmente, com o crescimento dos criatórios de eqüinos no Estado e o renascimento do tradicionalismo, os guasqueiros reaparecem com força total.
Texto: Rodrigo Lobato Schlee | guasqueiro.blogspot.com
Mulato Guasqueiro
5ª Galponeira de Bagé
Mulato Guasqueiro (Letra: Otávio Severo e Rafael Xavier; Música: Zé Renato Daudt).
Intérprete: Jari Terres.
Violões: Silvério Barcelos e André Teixeira.
Gaita: Giovane Marques.
Baixo: Luis Fernando Bender.
Romance do Guasqueiro Só
Loresoni Barbosa
Agosto alçou o poncho
sobre os ombros da coxilha,
entranhando nas canhadas
todo sabor da invernia.
A noite chora nos campos
serenas lagrimas frias,
já não se vêem pirilampos
luzindo pelas campinas.
Reflete n'água do açude
uma tropilha de estrelas,
repontada pela lua
entre nuvens passageiras,
a boeira mostra o rumo
pro coração estradeiro,
que retumba cá por dentro
estropiado, sem parceiro.
Um temporal de saudades
encharca as noites de espera,
ausência bate na porta
deixando o peito tapera.
No remanso há um par de sonhos
boiando no mate frio,
são retalhos dos meus olhos,
que mergulharam no rio.
As raízes do espinilho
vão abraçando as cambonas,
o fogo queima horas largas
sigo entoando milongas.
O minuano assoviando
vem descendo as canhadas,
repontando quero-queros
na solidão das estradas.
Procuro versos costeiros
pelos ga1pões da memória,
sovando corda e recuerdos
ao lento passar das horas.
E quando a saudade apeia
nos pensamentos guasqueiros
tranço lamento e poesia
guitarreando pros luzeiros.
Quem sabe os ventos teatinos
que vagueiam campo a fora,
tragam teus 1ábios sorrindo
pra matizar minhas auroras.
Pois quem encanta as estrelas
com versos e partituras
há de encontrar uma delas
perdida nessas planuras.
Minhas retinas se alargam
mirando ao largo a boeira
e o rneu cantar procurante
ressoa ao 1éu sem parceira,
então sofreno essa ânsia
de andar degustando as noites
e volto a beber nos mates
saudades de a1guém distante.
O vazio das madrugadas
preenche o rancho de anseios,
e até os pelegos do catre
sentem falta do teu cheiro.
Restou nas várzeas do tempo
restevas do amor ausente,
e em meu coração charqueado
raízes do amor presente.
Sigo acordando sóis
que pingam réstias no poncho,
e as janelas bocejando
pintam quadros no meu rancho.
Quando a guitarra emudece
e o meu peito se encerra,
a juriti ensaia um canto.
Que saudades da primavera!
Quem sabe esse tempo amargo
sinta sede dos verões,
bordando pastos nos campos
pra saciar recordações.
Quem sabe ao passar o inverno
possas voltar a querência
e sentir o aroma das fibres
que choram a tua ausência.
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
Guasqueiro é a arte gaúcha do couro cru.

Chama-se "guasqueiro" no Brasil, "guasquero" ou "soguero" na Argentina e no Uruguai, o artesão que usa como principal matéria prima de seus trabalhos o couro cru, couro vacum sem ser curtido.
A palavra guasqueiro vem de guasca, que significa pedaço ou tira de couro cru, sendo o guasqueiro, aquele que faz trançados exclusivamente com este material.
A origem deste ofício, remonta o período de colonização espanhola e portuguesa na América do sul, quando o “gaúcho histórico” começava a se desenhar nos campos do Rio Grande do Sul e dos países do Prata.
Caçando o gado selvagem abandonado pelos jesuítas espanhóis, surgia o trabalho do guasqueiro, que era o de fabricar artigos de couro para montaria.
Aproveitando a abundância de couro vacum e cavalar na região, o gaúcho que vivia sob o lombo de um cavalo, passou a desenvolver suas próprias técnicas na feitura de utensílios de montaria.
A partir da cultura equestre, herdada de portugueses e espanhóis com suas raízes árabes, aliado a arte de marinharia e sem esquecer da influência indígena, nasce um tipo de trabalho único, dado a complexidade e diversidade de suas técnicas, assim como o esmero na busca da beleza estética.
Entre uma correria e outra arrebanhando o gado "xucro", entre uma guerra e outra, os primitivos gaúchos viviam alguns períodos de ócio, tempo necessário para desenvolverem intrincados e complexos trançados de couro, destinados não somente para deter e guiar a sua montaria, mas também embeleza-la, já que era no cavalo e seusaperos que demonstravam seu orgulho e na maioria das vezes sua única fortuna pessoal.
Com a divisão dos campos em estâncias, o gaúcho tornou-se peão de campo, e o oficio dos guasqueiros, manteve-se vivo em seu dia-dia, fabricando as ferramentas de trabalho. Não foram poucos os que se dedicaram exclusivamente à profissão de guasqueiro, e passaram a fabricar os “aperos”, como são chamados o conjunto de peças necessárias ao trabalho a cavalo.
Alguns destes, passaram a receber inúmeras encomendas e tornaram-se famosos em suas regiões, seja pela resistência e durabilidade de seus trançados de trabalho, ou pela delicadeza e refinado gosto nos "preparos de luxo", para os dias de festa.
No séc. XX, o guasqueiro tradicional riograndense, assim como o próprio gaúcho, viveu seu período de decadência, com ofracionamento das estâncias e a diminuição de suas áreas, já não era necessária à mesma quantidade de trabalhadores, o que consequentemente teve seu reflexo nos guasqueiros, assim como também contribuíu para o seu declínio a substituíção do couro cru, pela fibra sintética.
Diferente desta realidade, na Argentina, por questões económicas e principalmente por uma retomada do nacionalismo e acima de tudo do tradicionalismo gaúcho, já em fins do séc.XIX, o ofício dosguasqueiros passaria a ser valorizado como uma identidade regional, e suas peças começavam a figurar em colecções particulares e museus, o que lhes deu notoriedade e garantiu a sobre vivência do ofício.
Nos dias de hoje, a exemplo do país vizinho, o Brasil e principalmente os riograndenses, começam a ver com outros olhos o trabalho do guasqueiro.
Com o crescimento dos criatórios de cavalo crioulo e o renascimento de um novo tradicionalismo, que busca não somente autenticidade, mas compreender sua essência, o guasqueiro volta a ativa e com força total, adapta-se a nova realidade e passa a produzir não somente os preparos tradicionais de trabalho, mas os que serão usados em pistas de exposições morfológicas, provas funcionais, bem como objetos decorativos, e de uso urbano aproveitando-se da antiga técnica.
Texto: Rodrigo Lobato Schlee | guasqueiro.blogspot.com
Imagens: Baruio | www.baruio.com
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